Petrobras investiu 39% menos que o planejado em 2024, diz TCU

Petrobras investiu 39% menos que o planejado em 2024, diz TCU

Publicado originalmente em poder360. O Radar do Governo republica as informações mais relevantes para o monitoramento do cenário político e econômico.

O TCU não trata a situação como irregularidade, mas como alerta de risco. O relatório aponta tendência de aumento da dívida bruta, impulsionada por arrendamentos, além de crescimento da alavancagem e queda de indicadores de rentabilidade.

O TCU (Tribunal de Contas da União) constatou que a Petrobras investiu abaixo do previsto em 2024, ao mesmo tempo em que destinou mais recursos do que o planejado ao pagamento de dividendos e dívidas. Diante disso, a Corte recomendou, nesta 3ª feira (19.mai), que a estatal crie mecanismos para evitar novos desvios entre o plano estratégico e a execução de caixa. Eis a íntegra da decisão (PDF – 1MB)

O processo julgado acompanhou a evolução dos indicadores contábeis e econômico-financeiros da companhia entre 2020 e o 1º trimestre de 2025, com foco na relação entre investimentos, endividamento e remuneração aos acionistas. 

A área técnica do tribunal identificou que, em 2024, a Petrobras pagou dividendos e dívidas acima do previsto, ao mesmo tempo em que investiu menos que o planejado. Para o TCU, essa combinação inverteu a prioridade definida no plano estratégico da empresa, que previa maior direcionamento de recursos para investimentos.

o pagamento de dívidas ficou 49% acima do previsto;

os investimentos foram 39% inferiores ao planejado. 

O tribunal afirma que os investimentos deveriam ser prioridade. A diretriz estabelecida no próprio Plano Estratégico 2024-2028 da Petrobras previa destinar 52% das fontes de caixa a essa finalidade. 

Com isso, o tribunal recomendou que a Petrobras defina limites para evitar que gastos com investimentos, dividendos e pagamento de dívidas se afastem demais do que foi previsto no plano estratégico. Caso esses desvios comecem a se aproximar dos limites estabelecidos, a estatal deverá acionar um plano de correção para reequilibrar a execução financeira.

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