Monitoramento de fauna não é avaliado em editais de restauração florestais
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Segundo a análise, o “peso médio” da fauna nos critérios de avaliação dos projetos é zero. Restaurar um ecossistema florestal significa reativar os processos ecológicos que permitem ao sistema desenvolver trajetórias autossustentáveis. Grande parte desses processos é feita por animais.
A análise “Incorporação de Fauna em Projetos de Restauração Florestal nos Biomas Brasileiro”, feita pela ‘Proteção Animal Mundial’, revelou que nenhum dos programas e editais de restauração florestal avaliados pela ONG exige monitoramento de fauna como critério obrigatório.
“Nosso relatório mostra uma contradição grave nas políticas de restauração florestal no Brasil: analisamos 17 programas e editais que movimentam mais de R$ 685 milhões, e nenhum deles exige monitoramento de fauna”, destaca Rodrigo Gerhardt, gerente de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial.
A pesquisa, obtida em primeira mão pela CNN Brasil, aponta que apenas 12,5% dos editais mencionam fauna e, ainda assim, de forma genérica, sem protocolos ou indicadores mensuráveis.
As referências aparecem apenas em termos como “biodiversidade” ou “serviços ecossistêmicos”, sem tradução prática em critérios de avaliação. Entre os editais avaliados estão programas do BNDES, CNPq e Fapesp.
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