Lindbergh aciona Receita, BC e Ancine para investigar “Dark Horse”

Lindbergh aciona Receita, BC e Ancine para investigar “Dark Horse”

Publicado originalmente em poder360. O Radar do Governo republica as informações mais relevantes para o monitoramento do cenário político e econômico.

No âmbito do setor audiovisual, a Ancine detém a prerrogativa de instaurar processo administrativo fiscalizatóri

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) acionou na 3ª feira (19.mai.2026) a Receita Federal, o Banco Central e a Ancine (Agência Nacional do Cinema) para investigar possíveis irregularidades no financiamento do filme “Dark Horse“, obra biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Leia a íntegra (535-kB). 

A representação questiona a movimentação de recursos entre Brasil e Estados Unidos durante a produção da obra. Áudios envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Daniel Vorcaro vieram a público. O dono do Banco Master financiou a produção com R$ 61 milhões.

O documento apresentado pelo deputado sinaliza que a maior parte da produção cinematográfica teria sido realizada em território brasileiro, mas os valores teriam sido enviados para estruturas e fundos nos Estados Unidos antes de retornarem ao Brasil para pagamento de despesas e fornecedores locais.

Lindbergh questiona a necessidade de remeter recursos ao exterior para uma obra realizada predominantemente no país. “A pergunta jurídica, fiscal, cambial e regulatória é objetiva: por que uma obra audiovisual executada substancialmente no Brasil precisou de uma rota Brasil–Estados Unidos–Brasil para pagamento de despesas de produção, contratação de serviços, remuneração de pessoas, custeio de fornecedores e estruturação financeira do projeto?”, afirmou o deputado na representação.

A representação pede que a Receita Federal instaure procedimento fiscal para auditar notas fiscais, contratos e invoices relativos aos serviços prestados, com o objetivo de apurar possíveis ilícitos como sonegação, superfaturamento e despesas fictícias.

Já o Banco Central poderá fiscalizar as operações de câmbio para identificar possíveis fraudes cambiais, retorno disfarçado de capitais e eventuais falhas de compliance das instituições financeiras envolvidas.

📎 Leia na fonte original


📡 Monitoramento automático realizado pelo Radar do Governo.

get_template_part('partials/rdg-chart-modal');