Filme de Bolsonaro precisaria superar bilheteria de todos os longas brasileiros de 2025 para pagar investimento atribuído a Vorcaro
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O filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro, precisaria arrecadar ao menos R$ 300 milhões nos cinemas para que Daniel Vorcaro, do Banco Master, recuperasse os R$ 134 milhões que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) lhe pediu para custear a produção.Isso equivaleria a 40% a mais do que todos os longa-metragens brasileiros lançados no ano passado conseguiram arrecadar (aproximadamente R$ 215 milhões) ou o dobro do filme nacional mais bem-sucedido da história, Minha Mãe É uma Peça 3, do comediante Paulo Gustavo, que arrecadou R$ 143,8 milhões.Flávio Bolsonaro admitiu ter pedido milhões a Vorcaro para a produção de Dark Horse (Azarão, em tradução livre), mas a produtora do filme, a Go Up Entertainment, e o roteirista da obra, o deputado Mario Frias (PL-SP), negam que tenham tido acesso a qualquer verba do banqueiro.Os pronunciamentos da família Bolsonaro e da equipe do filme têm entrado em conflito. O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), por exemplo, primeiro disse que não exerceu qualquer posição nos bastidores além de ceder os direitos de uso da própria imagem, mas um dia depois admitiu ter assinado um contrato para gerir financeiramente a produção. Vorcaro, que está preso, não comentou o caso.Flávio afirmou, em entrevista à emissora GloboNews, que Vorcaro era um investidor do filme e buscava retorno financeiro. Para que isso acontecesse, no entanto, o longa-metragem precisaria ter uma trajetória nas bilheterias completamente fora da curva.DivulgaçãoDetalhe do cartaz de Dark Horse, filme sobre Jair Bolsonaro com o ator Jim CaviezelIsso considerando que só Vorcaro teria investido no filme, o que pode ser improvável, visto que a produtora Go Up afirmou, em nota à imprensa, qu
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