Centrais sindicais cobram jornada de 40h sem transição em comissão
Publicado originalmente em poder360. O Radar do Governo republica as informações mais relevantes para o monitoramento do cenário político e econômico.
“A classe trabalhadora esperou demais pelas 40 horas. Não vemos sentido em esperar mais 4 ou 5 anos de transição. As condições econômicas estão dadas. Queremos a jornada de 40 horas já”, declarou Nobre. O sindicalista classificou como “crime” os rumores sobr
A comissão especial da Câmara que discute o fim da escala 6 X 1 ouviu, nesta 3ª feira (19.mai.2026), representantes das principais centrais sindicais do país sobre o assunto. O tom unânime entre os sindicatos foi a cobrança pela aprovação imediata da proposta, sem regras de transição prolongadas ou contrapartidas que penalizem o trabalhador.
aprovação imediata: jornada máxima de 40 horas semanais, sem redução salarial;
sem contrapartidas: rejeição das propostas sobre o uso de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para compensar eventuais custos aos empregadores;
foco na negociação: fortalecimento dos sindicatos e das convenções coletivas para a distribuição da nova jornada durante a semana;
rejeição a emendas: pressão pela derrubada das Emendas 1 e 2, consideradas prejudiciais pelo movimento sindical. As propostas zeram temporariamente a contribuição patronal para novas contratações e permitem deduzir custos no IRPJ (Imposto de Renda da Pessoa Jurídica) e na CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido).
O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Sérgio Nobre, defendeu que a redução da jornada se paga na prática e rebateu os argumentos do setor empresarial de que a medida aumentaria custos e reduziria a produtividade.
Segundo ele, a folga extra eleva a produtividade por hora trabalhada e melhora a qualidade das entregas do trabalhador descansado. Nobre destacou ainda que a mudança é compensada pela queda expressiva em duas das principais despesas das companhias: o índice de faltas e o número de acidentes de trabalho, o que gera ganhos para as empresas, famílias e Previdência Social.
📡 Monitoramento automático realizado pelo Radar do Governo.