Ação para derrubar governo cubano traria sofrimento, alerta filha de Fidel
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O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, alertou que qualquer ataque militar dos EUA a Cuba resultará em um “banho de sangue”. Fernández concorda.
Assim como muitos outros cubanos na casa dos 70 anos, a primeira lembrança que Alina Fernández tem de Fidel Castro é de assistir aos seus intermináveis discursos na televisão.
“Minha geração costumava rezar em frente à TV para que ele terminasse, para que pudéssemos assistir aos nossos desenhos animados”, relembrou ela em entrevista à CNN na segunda-feira (18).
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No entanto, poucos outros membros de sua geração compartilham a segunda parte de sua lembrança, de quando Castro — que ela descobriu mais tarde ser seu pai — aparecia na casa da família à noite para visitar sua ex-amante, sua mãe.
Agora, a filha de Castro — uma anticomunista de longa data que vive exilada em Miami — teme que os EUA estejam subestimando o governo da ilha da qual fugiu, enquanto o governo Trump pressiona por uma mudança de regime em Cuba.
A ação militar dos EUA para derrubar o governo, alerta ela, traria enorme sofrimento.
“Esta não é a primeira vez que os cubanos são informados de que uma invasão está prestes a acontecer”, disse ela à CNN.
“Estamos sob invasão há 67 anos, ou em estado de invasão. Tenho certeza de que eles estão preparados. Não sei como vão reagir”, afirmou Fernández.
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