Varejo pede a Motta isenção para produtos nacionais de até US$ 50

Varejo pede a Motta isenção para produtos nacionais de até US$ 50

Publicado originalmente em poder360. O Radar do Governo republica as informações mais relevantes para o monitoramento do cenário político e econômico.

As preocupações do governo com a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prevê o fim da escala 6×1 também foram tratadas na reunião.

Empresários do varejo se reuniram com o presidente da Câmara, Hugo Motta, nesta 4ª feira (20.mai.2026). Eles pediram isenção de todos os impostos federais para produtos nacionais, como Pis/Cofins, além do ICMS (Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços). Com o fim da chamada “taxa das blusinhas”, o setor busca isonomia.

Participaram do encontro, organizado pelo IDV (Instituto do Desenvolvimento do Varejo), 10 empresários. Entre eles, representantes da Lojas Renner, Riachuelo, Assaí Atacadista, RD Saúde e Lojas Quero-Quero.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará de arrecadar R$ 9,72 bilhões até 2028 com a revogação da chamada “taxa das blusinhas”. Caso parte dos produtos nacionais também tivesse isenção, a perda para a União seria ainda maior.

O deficit nominal anualizado nas contas públicas atingiu R$ 1,218 trilhão no acumulado de 12 meses até março. Esse foi o maior rombo fiscal acumulado em 12 meses registrado na série histórica, iniciada em 2002. O Banco Central divulgou os dados em maio.

Segundo os empresários, Motta se mostrou “sensibilizado” com o impacto para o setor e levará o tema ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Os empresários também tentam marcar uma agenda com ele.

De acordo com o IDV, 107 mil novos empregos foram criados por causa da taxa das blusinhas.

A MP (Medida Provisória) 1.357 de 2026, que zerou a taxa de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, foi publicada pelo governo em 12 de maio. O texto precisa ser analisado pelo Congresso em até 120 dias para não perder a validade.

A medida é encarada como eleitoral pelos empresários, assim como o fim da escala 6×1. Por isso, os varejistas querem que os temas sejam debatidos somente depois das eleições.

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